
Vozes solitárias eram ouvidas ao longe, gritos de desespero ecoavam na imensidão do nada. A esperança não pairava mais sobre o coração do homem. Olhos perdidos, sem direção, roupas rasgadas e sujas de barro.
No céu não havia mais o brilho das estrelas, um manto negro e carregado escondia a imensidão do universo. Os seres vivos não recebiam mais a luz do sol, barradas pelas nuvens de enxofre que recobria nosso planeta.
Cidades inteiras inundadas pelo mar que se revoltou e conquistou o espaço que lhe havia por direito. Doenças começaram a se alastrar pelo planalto. A violência justificada pela busca de comida, por um pouco de água, por um canto seguro para dormir.
Onde estão os heróis que lutaram contra a violência, contra a corrupção. Não há mais pastagens, não há mais fauna e flora, somente restos de humanos famintos tentado sobreviver.
A era dos homens está prestes a finalizar sobre os fósseis de uma civilização, que não soube respeitar os recursos da mãe natureza, do seu próprio planeta, da sua própria raça.
Nenhum comentário:
Postar um comentário